Pressão do nuclear regressa 30 anos depois

publico.clix.pt - por CNCoelho3 anos e 353 dias, publicado há 3 anos e 353 dias

Catorze especialistas portugueses e estrangeiros em energia, maioritariamente favoráveis ao nuclear, reúnem-se hoje em Lisboa para uma conferência em que o assunto será debatido. Nenhum membro do Governo estará presente no encontro, mas é a entidade sob maior pressão neste momento, com vários sinais de movimentações de bastidores e de uma alegada disponibilidade para discutir o assunto. O tom de rejeição com que reagiu há oito meses à primeira abordagem dos defensores do nuclear é agora menos perceptível. (Nuclear não! Obrigado :) ...sé estes gajos para me fazer recordar a Lena D'Água...

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comentários

  1. #1   Eu mudei de campo. Por um conjunto de razões similares às que me fizeram andar com o crachá "nuclear? não, obrigado!" ao peito nos anos 80 (há um quarto de século...) hoje tenho um pin que diz "Nuclear? Sim, por favor!". E assim que tiver tempo lançarei uma campanha online. Já é tempo de resolvermos a questão da energia; a economia baseada no petróleo tem os dias contados e cada vez menos sustentação política. Em 25 anos os avanços tecnológicos são de molde a pensarmos que a segurança das centrais de fissão é hoje muito melhor; e as centrais de fusão estão no horizonte. É tempo de reabrir o debate.
    Paulo há 3 anos e 353 dias
  2. #2   Sim mas quando a Energia Nuclear apenas vai gerar energia eléctrica e cada vez mais temos parques eólicos... vale a pena?

    Pensarem em desenvolver alternativas ao petróleo mas na área dos transportes tudo bem, agora construir uma central de energia nuclear para dizer que afinal os moinhos eólicos e as barragens são más soluções?

    É se lerem com atenção os artigos da especialidade, Portugal já não produz assim tanta energia eléctrica a partir do Petróleo.
    claudiof há 3 anos e 353 dias
  3. #3   Não estou contra nenhuma forma de energia dita alternativa, que fique bem claro. Limito-me a querer relançar a discussão sobre o nuclear. Independentemente da fonte de energia, Portugal é importador - mais um item que, em meu entender, favorece a localização de uma central nuclear no país. A par talvez se deva discutir o modelo de distribuição de energia.
    Paulo há 3 anos e 353 dias
  4. #4   Dificilmente as energias renováveis vão chegar para cobrir as nossas necessidades energéticas no futuro. Teríamos de encher o país de barragens, centrais eólicas e solares. E, já que está na moda, a energia barata produzida de forma nuclear foi o que tornou possível o "milagre económico" Francês (entre outros).
    jdsp29 há 3 anos e 353 dias
  5. #5   Nuclear? Sim ou não, vamos conversar:
    1) onde se guardam os resíduos? A falha atlântica é apetecível, é funda, esquece-se o que para lá se atira e custa muito monitorizar o que se atirou para lá, seja nosso ou - uma vez que o negócio é privado e precisa de ser rentabilizado - de outros;
    2)local de instalação: longe da falha sísmica que atravessa o oeste até ao Algarve. É Bragança - mas não tem rio perto. Foz Coa? Ah, ah, ah. Douro? Ups.
    Monteiro de Barros não quis revelar hoje, na SicN o local exacto mas ninguém investe sem saber;
    3) o investidor teve também uma dica sobre os perigos: a energia nuclear é a mais segura na Europa, disse. Porque é que ele não se referiu em termos mundiais. Sei lá, falar de Chernobyl (sim, disse que já lá estão a construir outra...) ou Three Miles Island ou daquela em Inglaterra que gastou uma pipa de massa para renovar a sua imagem? Vamos falar sobre o assunto? Claro, mas com argumentos válidos.
    E já agora questionar o valor das energias eólicas que o Governo está a apoiar, qual o seu custo de entrada na rede da REN, ou o que tem sucedido com as mini-hídricas e o que as autarquias (não) têm feito com elas?
    Vamos às questões, deixemo-nos de alinhar nas modas só porque na altura parecem... nucleares.
    PedroF há 3 anos e 352 dias
  6. #6   Mas vamos colocar uma central de energia nuclear para combater um tipo de energia que nem é o motor da nossa enconomia?

    Não valia mais apostar em encontrar um substituto barato para o Gasoleo? Gasolina?
    claudiof há 3 anos e 352 dias
  7. #7   Os vossos amáveis comentários levam-me, tendo eu lançado a questão, a expor a minha posição nesta matéria.
    Começando por responder ao Paulo, (o primeiro, parece-me, a comentar a notícia), faço notar:
    1. que o conceito de ‘segurança’ tratando-se de centrais de fissão, é sempre muito relativo
    2. que o ‘horizonte’ onde ‘estão’ as centrais de fusão, se encontra a uma distância equivalente ao somatório do tempo transcorrido entre as proposta de todo o vaporware anunciado (desde o tempo de Júlio Verne) e os dias de hoje.
    A resposta aos problemas energéticos, caros amigos, encontra-se nas chamadas energias renováveis (desde a solar, passando pela dos ventos e marés, até à geotérmica).
    Pena é que, os alegados ‘progressos’ nestas áreas não passem de meras fantasias ‘para inglês vêr’ (se quiserem podemos discutir este ponto particular em volta de umas cervejitas, para começar).
    A culpa???
    Pois... Ainda hoje não consigo recordar sem me rir (gosto imenso de humor negro) o anúncio feito pela indústria petrolífera há algum tempo atrás – a propósito das células de combustível (fuel cells), à base de hidrogénio – de que teriam desenvolvido um processo para ‘retirar hidrogénio do petróleo’! Não acham graça?
    Com o nuclear (só para terminar), arriscamo-nos a cair nesta mesma lógica tenebrosa, com a agravante de se tratar de uma opção, literalmente, ‘venenosa’ a curto, médio e muito, muito, muito longo prazo.
    Amigáveis saudações a todos e obrigado pela vossa paciência.
    Hasta siempre!
    Carlos Neto Coelho
    CNCoelho há 3 anos e 352 dias


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